Redação de História

Da romanização ao português moderno: a história da língua

approveEste trabalho foi verificado pelo nosso professor: 17.01.2026 às 11:03

Tipo de tarefa: Redação de História

Da romanização ao português moderno: a história da língua

Resumo:

Aprenda a história da língua: da romanização ao português moderno, com fases chave, influências, normalização e recursos úteis para alunos do secundário.

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Evolução da Língua Portuguesa

Nome do aluno: Ana Martins Número de estudante: 186504 Disciplina: História da Língua Portuguesa Docente: Prof. Doutor Manuel Ramos Data: 3 de Maio de 2024 Instituição: Escola Secundária Infante D. Henrique Extensão: 3.104 palavras (aproximadamente 12 páginas, com anexos)

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Proposta e Objectivos do Ensaio

Este ensaio tem como propósito geral analisar a evolução da língua portuguesa, desde as suas origens até aos dias de hoje, valorizando os factores históricos, sociais e culturais que moldaram o idioma. Pretende-se identificar as fases chave do desenvolvimento do português, descrever as influências internas e externas que justificam a sua fisionomia actual, discutir processos de normalização e destacar a diversidade e desafios contemporâneos da língua. O texto destina-se a estudantes do ensino secundário ou universitário, sem exigir formação prévia em linguística.

Tese

A língua portuguesa é um produto milenar de amadurecimento, contacto e selecção, nascido da romanização da Península Ibérica e enriquecido por sucessivos encontros culturais, processos políticos e inovações técnicas, o que explica a pluralidade e riqueza das suas formas contemporâneas.

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Introdução

Quantas vozes ecoam hoje em português? Com mais de 250 milhões de falantes distribuídos por quatro continentes, o português é, a par de algumas línguas asiáticas, um idioma verdadeiramente planetário. Esta presença, porém, é o resultado de uma viagem milenar, inquieta, feita de encontros, conflitos e invenções. Basta abrir um livro de Fernando Pessoa — “A minha pátria é a língua portuguesa” — para intuir a densidade histórica e afectiva deste património imaterial. Mas como se fez esta língua? Que marcas ficaram pelo caminho, que desafios persistem? Neste ensaio, percorremos a história do português em várias etapas: (1) o pano de fundo pré-romano; (2) a transformação do latim vulgar; (3) o nascimento e a afirmação do galego-português; (4) os contactos externos; (5) a normalização ortográfica e literária; (6) a expansão ultramarina; (7) as variações e dificuldades contemporâneas.

Para isso, foram consultados textos literários medievais (cantigas trovadorescas), documentos notariais, gramáticas antigas, atlas dialectais e recursos digitais relevantes. Fontes como Ivo Castro e obras críticas das "Cantigas" sustentam a análise, conjugada com dados recolhidos nos maiores corpora digitais disponíveis (ex: Priberam, Corpus do Português).

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1. Contexto Pré-Romano e Romanização da Península Ibérica

Muito antes de “Portugal” ser uma ideia, a Península Ibérica era um mosaico de populações e línguas. Povos como os celtas, lusitanos, visigodos, béticos, bascos e tartéssios cruzavam-se entre serras e vales. Este primeiro substrato cultural e linguístico sobrevive em topónimos — “Lisboa” parece derivar do fenício Alis Ubo — e em determinados vocábulos que persistem até hoje (ex: “carro”, do céltico *karro*). Pouco, porém, se sabe da fonética ou gramática dessas línguas devido à escassez de inscrição e transmissão oral predominante.

O processo decisivo começou no século III a.C., com a chegada dos Romanos. Inicialmente por via militar e, depois, pela ocupação administrativa e civil, o latim vai-se impondo como língua das instituições, do comércio, do direito e do quotidiano. Num processo de substituição gradual, o latim falado (mais do que o clássico escrito) sobrepõe-se às línguas locais, fenómeno atestado pelo desaparecimento progressivo de inscrições em línguas indígenas e pela emergência de inscrições latinas por toda a Lusitânia.

Mapas arqueológicos da Lusitânia mostram uma progressiva latinização ao longo dos séculos, mas com situações rugosas e assimétricas: o latim foi adoptado mais rapidamente nas cidades, persistindo usos locais e bilingues na zona rural e montanhosa até ao final do império. Já neste período, notam-se traços do que viria a ser a matriz românica da língua portuguesa.

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2. O Limiar do Latim Vulgar: Da Oralidade à Romanidade

Há que distinguir claramente entre o latim clássico, moeda corrente da literatura, da filosofia e da administração, e o latim vulgar, usado pela maioria dos habitantes da Península. O latim vulgar (ou popular) é mais permeável às influências externas e à mudança: é menos rígido, mais oral, menos padronizado, susceptível à criatividade e improvisação. Este foi, em última instância, o verdadeiro “pai” das línguas românicas — português incluído.

A distância entre os dois é notória em expressões que sobrevivem apenas no latim dos textos literários, enquanto palavras prosaicas começam a apresentar desvios fonéticos que, com o tempo, gerariam vocábulos de feição moderna. Por exemplo, *caballus* (cavalo), ausente da poesia clássica, mas frequente entre soldados e camponeses, viria a dar “cavalo” em português, “cheval” em francês, e “cavallo” em italiano.

Os documentos mais antigos em Portugal escritos em latim já deixam perceber variações nos finais das palavras, perdas de consoantes ou emergências de vogais: passos que marcarão o processo de diferenciação linguística.

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3. Do Latim ao Galego-Português Medieval

Com a desagregação do Império Romano, cada região da Península segue o seu caminho linguístico. Do isolamento natural e da convivência com antigos substratos, surgem os “romanços” — proto-línguas ainda sem nome, mas já distintas do latim escolar. No noroeste da Península, entre Minho, Douro e Galiza, nasce entre os séculos IX e XIII o galego-português, matriz comum de duas línguas nacionais actuais: português e galego.

Os documentos notariais do século XII, como os primeiros forais outorgados a localidades entre Douro e Mondego, já exibem características distintas, antecipando o português primitivo. Mas é na lírica trovadoresca que a riqueza deste estádio se expõe: as Cantigas de Amigo, de Amor e de Escárnio e Maldizer — recolhidas em cancioneiros como o da Biblioteca Nacional ou o da Vaticana — fixam variantes lexicais e sintácticas que, pese embora a ortografia vacilante, revelam um idioma eminentemente poético e vivo. Veja-se, por exemplo, um excerto de uma cantiga de D. Dinis (século XIII):

*“Ai flores, ai flores do verde pino, se sabedes novas do meu amigo...”*

O vocabulário e a estrutura aqui já permitiam a comunicação directa com um falante do português moderno, mesmo que alguns arcaísmos ou formas gramaticais tenham entretanto caído em desuso.

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4. Contactos Externos e Influências Multiculturais

O português resulta não só da via romana, mas dos múltiplos contactos históricos a que a Península esteve sujeita. No século V, as invasões germânicas (Sueves e Visigodos) deixaram marcas, sobretudo na toponímia (ex: “Guimarães”, “Ermesinde”) e em vocábulos ligados à administração ou à guerra, como “guerra” (do germânico *werra*) e “espora” (*spora*).

A seguir vieram sete séculos de presença islâmica (do século VIII ao século XV). O árabe marcou profundamente a língua portuguesa, mais do que as influências visigodas. Estima-se que mais de mil palavras portuguesas têm origem árabe, principalmente no léxico agrícola (“azeite”, “alfazema”, “arroz”), nos produtos e técnicas (“alface”, “alambique”), e em nomes de lugares (“Algarve”, “Alcácer”).

Por outro lado, o contacto com outros povos cristãos ibéricos (castelhanos, leoneses, aragoneses, catalães), motivado por alianças e confrontos políticos, suscitou trocas lexicais e gramaticais, mas também consolidação de fronteiras linguísticas. Em Portugal, especialmente a norte e a este, encontramos formas partilhadas e zonas de transição ainda hoje detectáveis em traços dialectais.

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5. Consolidação: Centralização Política e Normalização Linguística

O século XIII assiste à formação do reino de Portugal, com D. Afonso Henriques e, posteriormente, à centralização do poder em Lisboa e Coimbra. Concomitantemente, cresce o estatuto da língua portuguesa enquanto ferramenta de administração, comércio, e cultura literária. A escrita notarial impõe tendências ortográficas (ainda descentralizadas), mas a forte presença da língua em documentos oficiais institui padrões que hão-de condicionar o futuro idioma.

Entre os séculos XV e XVI, o impulso renascentista e a difusão da imprensa impulsionam o desejo de normalizar e prestigiar o português. São publicadas as primeiras gramáticas — como a de Fernão de Oliveira (1536) — e dicionários embrionários, escalonando formas e recomendações ortográficas que perduram até hoje. O papel das universidades, sobretudo Coimbra, e dos centros urbanos, é determinante para uniformizar e difundir a norma.

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6. Renascimento Literário: A Obra de Camões e o Prestígio do Português

O século XVI vê o apogeu literário do português, com autores como Gil Vicente ou Sá de Miranda, mas sobretudo com Luís de Camões. "Os Lusíadas", publicado em 1572, não só celebra as glórias marítimas como cimenta o lugar do português como língua literária de prestígio. Camões recorre a um léxico amplíssimo, absorvendo neologismos, arcaísmos, e mesclando registos populares e eruditos:

*“As armas e os barões assinalados / Que da ocidental praia lusitana [...]”*

A poesia e a epopeia servem, aqui, de agente unificador: fixam formas lexicais, contribuem para o desaparecimento de variantes regionais escritas e exortam o uso de uma norma literária regular, projectando o idioma para além das fronteiras peninsulares.

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7. Expansão Ultramarina e Contactos Globais

A partir do século XV, Portugal inicia as viagens de exploração marítima que originariam o império ultramarino. Esta diáspora linguística implicou contactos inéditos: nas costas africanas, brasileiras, indianas, sucumbem as barreiras entre línguas, estabelecem-se intercâmbios lexicais e germinam crioulos — como o crioulo de Cabo Verde ou de São Tomé.

No Brasil, por exemplo, a influência do tupi-guarani resultou na adopção de centenas de palavras (“abacaxi”, “anhanguera”, “ipê”), enquanto em África e Ásia se enxertaram vocábulos de línguas locais e adaptações sintácticas. Por outro lado, o português também deixou a sua marca noutras línguas: “fetiche” (do português *feitiço*) entrou no francês; “marmelade” (de marmelada) chegou ao inglês.

A dispersão global favoreceu o surgimento de variedades nacionais. Em Portugal e no Brasil, sobretudo após a independência brasileira, o português ganha feições fonéticas, lexicais e sintácticas próprias, reforçadas localmente por processos de ensino, literatura e administração própria.

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8. Mudanças Internas: Fonologia, Morfologia e Sintaxe

Parte importante da evolução resulta de alterações dentro do próprio sistema linguístico.

Fonologia: - O português desenvolveu uma rica variedade de ditongos (ex: *nocte* > “noite”), fenómeno menos evidente em espanhol. - Assistiu-se à nasalização de vogais finais, herança curiosamente reforçada pelo contato com línguas ameríndias no Brasil. - Certas consoantes finais desapareceram: *frigidu* deu “frio”, *amicu* evoluiu para “amigo”.

Morfologia: - O sistema de casos do latim desapareceu, substituído por preposições: “de Roma” em vez de “Romae”. - As formas verbais compostas deram lugar a perífrases sintácticas: o português prefere “estou a escrever” ao latim “scribo”.

Sintaxe: - A ordem das palavras tornou-se menos rígida, permitindo manipulação pragmática. - No uso pronominal, Portugal manteve traços conservadores (“amo-te”), enquanto o Brasil avançou para posições mais livres (“te amo”).

Tabelas comparativas (ver anexo) mostram estes processos de forma esquemática.

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9. Ortografia e Reformas no Século XX

No início do século XX, o português escrito apresentava variações ortográficas relevantes entre países e até em Portugal. Com a reforma de 1911, estabeleceu-se uma ortografia mais fonética: palavras como “pharmacia” passaram a “farmácia”; “phosphoro” tornou-se “fósforo”. Essa racionalização, retomada em sucessivos acordos (1945, 1990), visou uniformizar o idioma perante a multiplicidade do espaço lusófono.

O Acordo Ortográfico de 1990, pese embora polémico, representa o esforço de convergência entre Portugal, Brasil e os países africanos. Na prática, a implementação tem encontrado resistências — sobretudo em Portugal — devido a questões de identidade e tradição. O ensino, os manuais escolares e a edição literária adaptam-se progressivamente a estas prescrições, nem sempre pacificamente.

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10. Situação Contemporânea: Diversidade e Futuro do Português

Hoje, o português afirma-se como língua oficial de nove países e é reconhecido em organizações internacionais como língua de trabalho e património. O Instituto Camões e a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) esforçam-se por promover o ensino e a presença da língua além-fronteiras, coordenando políticas educativas e culturais. Contudo, a diversidade interna é significativa: em Portugal, persistem diferenças entre falares rurais e urbanos, dialectos do norte e do sul, variantes dos arquipélagos dos Açores e Madeira.

Entre os desafios contemporâneos destaca-se o ensino do português como língua segunda em contextos africanos e asiáticos — onde convive com múltiplos idiomas autóctones — e a crescente influência do inglês, visível no léxico tecnológico e científico (“download”, “chat”, “software”). Ao mesmo tempo, a globalização e a Internet abrem novas perspectivas de colaboração e difusão, mas exigem atenção para garantir a preservação das variedades locais e a vitalidade do idioma.

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Metodologia e Recomendações para Investigação

Para a elaboração deste trabalho, foram utilizados textos primários (cantigas medievais, excertos notariais), gramáticas antigas e modernas, bem como atlas linguísticos e corpora digitais como o Priberam e o Corpus do Português. Recomenda-se, a quem deseje aprofundar o tema, a leitura da "História da Língua Portuguesa" de Ivo Castro, a consulta de dicionários etimológicos e entrevistas com falantes locais, bem como a recolha oral para investigar variações regionais. Importa ainda efectuar sempre cross-checking de fontes e referência clara das incertezas históricas, sobretudo no que respeita à cronologia das mudanças linguísticas e ao percurso dos empréstimos lexicais.

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Conclusão

O percurso da língua portuguesa é um espetáculo de continuidade e ruptura, marcado por episódios de integração, resistência e adaptação. Desde o mosaico de línguas pré-romanas, passando pela matriz latina e medieval, até à aventura da expansão e à construção de um idioma internacional, o português reinventou-se a cada geração. Esta evolução foi alimentada pelo contacto com povos e culturas, pela criatividade literária e pela política de normalização. No presente, o idioma enfrenta o desafio de equilibrar tradição e inovação, unidade e diversidade — desafio esse que, se bem gerido, poderá projetar a língua portuguesa num futuro ainda mais global e plural.

Estudar a história da língua é, afinal, compreender as raízes da nossa identidade, perceber que língua é destino partilhado, construção colectiva e horizonte aberto. Neste sentido, cabe-nos preservar, renovar e celebrar o português em toda a sua extensão.

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Sugestões de Temas para Futuros Seminários

- Diferenças fonéticas e sintácticas entre o português europeu e o brasileiro - A presença árabe no léxico rural português - Os usos da língua em documentos cartoriais medievais - Política ortográfica e identidade cultural

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Bibliografia Recomendada

- Castro, Ivo. *História da Língua Portuguesa.* Lisboa: Colibri, 2006. - Mateus, Maria Helena Mira & d’Andrade, Ernesto. *A Gramática do Português Actual.* Lisboa: Caminho, 2000. - Sampaio, Carolina Michaëlis de (ed.): *Cancioneiro da Ajuda.* - Priberam Dicionário Online (www.priberam.pt) - Corpus do Português – Mark Davies - Instituto Camões (divulgação linguística) - CPLP – publicações e comunicados recentes

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Anexos

A. Linha Temporal da Evolução

| Época | Facto Marcante | |------------------------------|----------------------------------------| | Século III a.C. – I d.C. | Romanização da Península Ibérica | | Séculos V-X | Formação dos romanços regionais | | Séculos XI-XIII | Consolidação do galego-português | | Séculos XV-XVI | Gramáticas e primeiras ortografias | | Século XVI | Obra de Camões, expansão ultramarina | | Século XX – XXI | Reformas ortográficas, globalização |

B. Exemplos Lexicais (Latim → Português)

| Latim | Português | |----------|------------| | nocte | noite | | amic(u) | amigo | | caballus | cavalo | | oleum | óleo | | radix | raiz |

C. Glossário de Termos Linguísticos

- *Ditongo*: combinação de duas vogais numa sílaba - *Morfema*: unidade mínima de significado - *Perífrase verbal*: construção com verbo auxiliar (ex: “estou a correr”)

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Avaliação Crítica e Limites do Trabalho

Este ensaio foi limitado pelo tempo disponível de pesquisa e pelo acesso indirecto a manuscritos originais, recorrendo sobretudo a edições críticas e corpora digitais. A datação de empréstimos lexicais e de certas mudanças fonéticas é matizada por alguns debates académicos não completamente resolvidos. Recomenda-se, por isso, o aprofundamento pontual dos temas expostos, assim como a consulta regular de fontes primárias quando possível.

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Nota final: A história do português é, em si mesma, uma celebração da capacidade de um povo se reinventar no seu modo de comunicar. Preservar e valorizar este processo é papel de todos nós, estudantes, professores e cidadãos.

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Perguntas de exemplo

As respostas foram preparadas pelo nosso professor

Quais as principais fases da história da língua portuguesa?

As principais fases incluem o período pré-romano, romanização, latim vulgar, galego-português medieval, normalização linguística, renascimento literário, expansão ultramarina e contextos contemporâneos.

Como a romanização influenciou o surgimento do português moderno?

A romanização impôs o latim vulgar na Península Ibérica, substituindo línguas locais e originando as bases do português moderno através de mudanças fonéticas e lexicais.

Que influências externas marcaram a evolução do português segundo 'Da romanização ao português moderno: a história da língua'?

O português recebeu influências germânicas, árabes e de outros povos ibéricos, enriquecendo o léxico, a toponímia e diversificando a estrutura do idioma.

Quais foram os principais desafios ortográficos discutidos em 'Da romanização ao português moderno: a história da língua'?

Os desafios ortográficos envolveram a uniformização da escrita, destacando-se as reformas desde 1911 e o Acordo Ortográfico de 1990, que procuraram harmonizar variações entre países lusófonos.

Como a expansão ultramarina contribuiu para a diversidade do português moderno?

A expansão ultramarina levou o português a novos continentes, resultando em variedades nacionais e regionais, crioulos e incorporação de vocábulos de línguas locais.

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