Como escrever um ensaio argumentativo nos Exames Nacionais?

Explicamos passo a passo como escrever um ensaio argumentativo nos Exames Nacionais.

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Um dos elementos chave dos Exames Nacionais de língua portuguesa é a escrita de um ensaio argumentativo – uma tarefa que requer não só o conhecimento das obras literárias, mas também a habilidade de argumentar logicamente e formular pensamentos com precisão. Um ensaio bem escrito é uma oportunidade de ganhar pontos valiosos que podem influenciar o resultado final dos Exames Nacionais. Se você está se preparando para os exames e se perguntando como passo a passo escrever o ensaio perfeito, temos ótimas notícias para você! Com o gerador de ensaios da LUMILA, você pode facilmente criar um rascunho do seu trabalho utilizando inteligência artificial. Use a ferramenta abaixo para simplificar o processo de escrita e assegurar que seu ensaio atenda a todos os requisitos do exame. Está se perguntando como escrever um ensaio nos Exames Nacionais? Nós discutimos isso passo a passo neste guia.


Por que vale a pena usar o gerador de ensaios?


Usar um gerador de ensaios, como o disponível no site da LUMILA, traz muitos benefícios, especialmente para os estudantes que precisam de apoio na organização de seus pensamentos e na criação de uma estrutura lógica para o texto. A principal vantagem dessa ferramenta é a preparação mais rápida de um rascunho inicial. O gerador de ensaios permite gerar rapidamente uma versão básica do texto, o que é especialmente útil quando o tempo é limitado e o tema parece complicado. Com isso, o aluno não perde tempo pensando longamente sobre a estrutura do ensaio, mas recebe um plano pronto que pode desenvolver e ajustar conforme suas necessidades.


Uma das maiores vantagens do gerador é que ele pode servir como inspiração para reflexões próprias. Embora o texto gerado seja apenas um esboço, ele pode frequentemente sugerir abordagens interessantes para o tema, chamar atenção para argumentos relevantes ou ajudar a encontrar exemplos literários adequados. Esta ferramenta não só ajuda na organização técnica do trabalho, mas também estimula a criatividade, sugerindo quais tópicos podem ser desenvolvidos. É uma excelente base de partida para o trabalho adicional – graças a ela, o aluno pode se concentrar na expansão dos argumentos, análise de textos literários e adição de suas próprias reflexões.


Com o gerador, é possível também gerar um rascunho inicial, que pode ser posteriormente ajustado às suas necessidades. O aluno tem total liberdade para modificar o conteúdo – pode adicionar seus próprios argumentos, expandir exemplos da literatura, introduzir contextos históricos ou biográficos. O gerador funciona como um assistente que facilita o início, mas é o autor que decide como será o resultado final do seu trabalho. Essa flexibilidade faz com que até mesmo os estudantes que têm dificuldade em começar possam facilmente criar uma base sólida sobre a qual construirão seu ensaio.

Como escrever um ensaio argumentativo para os Exames Nacionais passo a passo:


a. Introdução


A introdução do ensaio argumentativo é um elemento crucial que introduz o leitor ao tema e define a direção de todo o trabalho. Uma boa introdução não só desperta interesse, mas também demonstra que o autor consegue definir claramente a problemática e preparar o terreno para a argumentação subsequente. É nesta etapa que se deve esboçar a questão principal a ser desenvolvida nas partes seguintes do trabalho, bem como apresentar a sua opinião sobre o tema, ou seja, a tese ou hipótese que pretendemos defender.


Começamos a introdução do ensaio apresentando o problema ou tema que aparece na proposta dos Exames Nacionais. É importante situar imediatamente a questão em um contexto adequado – pode ser histórico, social, cultural ou literário, dependendo do tema. Compreender o contexto permite um olhar mais profundo sobre o problema e oferece a oportunidade de desenvolver uma argumentação mais precisa e ponderada. No caso de temas literários, o contexto pode referir-se à época em que a obra foi criada, à visão de mundo do autor ou aos eventos que podem ter influenciado o conteúdo da obra. Essa abordagem confere ao trabalho maior credibilidade e mostra ao examinador que o aluno possui um amplo conhecimento sobre os assuntos discutidos.


Após apresentar o contexto, o passo chave na introdução é assumir uma posição, formulando a tese ou levantando uma hipótese. A tese é uma opinião clara e firme sobre o tema, que defenderemos nas partes seguintes do ensaio com argumentos. A hipótese, por outro lado, é uma pergunta ou suposição que requer verificação – neste caso, nas partes seguintes do trabalho, a tarefa do aluno será provar que a hipótese é verdadeira ou falsa. A escolha entre tese ou hipótese no ensaio depende da natureza do tema. É importante lembrar que, independentemente da escolha, nosso trabalho deve ser lógico e consistente, e cada frase deve levar à defesa ou refutação da posição adotada.


Para construir uma introdução eficaz, é útil usar expressões úteis que não só facilitam o início do trabalho, mas também dão o tom adequado. Exemplos de tais expressões incluem:


  •  “À luz da problemática contida no tema…”

  •  “Acredito que…”

  •  “Nos dias de hoje, surge cada vez mais a questão de…”

  •  “Na minha opinião…”

  •  “Não se pode discordar da afirmação de que…”


Essas expressões ajudam a formular claramente a tese e introduzir o tema, conferindo coesão ao ensaio desde o início. A introdução não deve ser muito longa, mas precisa apresentar claramente o problema, a posição do autor e as premissas básicas que serão desenvolvidas nas partes seguintes do trabalho.


É importante lembrar que uma boa introdução não só serve de base para o restante do ensaio, mas também chama a atenção do examinador e mostra que o autor tem uma visão clara do tema, consegue pensar logicamente e sabe como conduzir a argumentação subsequente.


b. Planeamento do ensaio e preparação do esboço


A preparação do esboço é uma etapa crucial no processo de escrita do ensaio, permitindo organizar ideias, planear a estrutura do trabalho e selecionar os argumentos adequados. Um bom planeamento torna o processo de escrita mais ponderado e coeso, aumentando as chances de obter uma pontuação elevada. A ferramenta básica a ser utilizada neste estágio é o rascunho, onde podemos anotar nossas ideias iniciais para a introdução, desenvolvimento e conclusão do ensaio.


A importância do rascunho ao trabalhar no ensaio é inestimável. No rascunho, podemos anotar pensamentos que surgem durante a leitura do tema ou análise de textos literários. É aconselhável esboçar a estrutura do ensaio, refletir sobre as principais premissas e testar diferentes abordagens ao tema. Registrar ideias preliminares ajuda a evitar o caos mental e garante que o trabalho terá uma estrutura lógica e que não deixaremos de fora nenhum argumento importante. Além disso, o rascunho oferece a possibilidade de experimentar diferentes maneiras de começar o ensaio ou formular a tese, permitindo escolher a versão mais convincente.


O esboço deve ser um esqueleto claro de todo o ensaio. Seguem os elementos que devem constar em um esboço bem elaborado:


  1. Ideias preliminares para a tese ou hipótese:

  •  No início, é importante refletir sobre qual posição queremos adotar em relação ao problema apresentado no tema. A tese deve ser clara e inequívoca, enquanto a hipótese – se for essa a escolha – deve provocar reflexões adicionais. Podemos considerar várias abordagens possíveis e escolher a que consideramos mais interessante e defensável.

  •  Por exemplo, se o tema diz respeito ao papel da literatura na formação de posturas morais, a tese pode ser: “A literatura, por meio da criação de personagens moralmente expressivos, desempenha um papel crucial na formação de valores e posturas do ser humano”. A hipótese, por outro lado, pode tomar a forma de uma pergunta: “A literatura realmente influencia as posturas morais do indivíduo?”.

  2. Argumentos e exemplos literários:

  •  O próximo passo é reunir argumentos que nos ajudarão a defender a tese ou provar a hipótese. Cada argumento deve ser apoiado por exemplos literários. Nos Exames Nacionais, é necessário referir-se a pelo menos uma obra obrigatória e outra obra literária. É aconselhável refletir sobre quais textos literários melhor ilustram nossos argumentos.

  •  Um exemplo pode ser referir-se a “Os Maias” de Eça de Queirós como obra obrigatória, onde podemos analisar a personagem Carlos da Maia no contexto de dilemas morais, e outra obra literária, como “Memorial do Convento” de José Saramago, como um excelente exemplo de literatura que influencia as posturas morais do leitor através da análise de culpa e redenção.

  3. Contextos a considerar:

  •  Os Exames Nacionais requerem a referência a pelo menos dois contextos no ensaio. No esboço, é importante reservar espaço para considerar a quais contextos históricos, culturais, biográficos ou filosóficos podemos recorrer para enriquecer nossa argumentação.

  •  Por exemplo, ao discutir dilemas morais de personagens literários, podemos nos referir ao contexto histórico do realismo, que promoveu uma análise crítica da sociedade, ou ao contexto biográfico, analisando como as experiências pessoais de Eça de Queirós influenciaram a criação das personagens em “Os Maias”.

  4. Ideias para pensamentos brilhantes ou formulações interessantes:

  •  No esboço, é útil anotar várias expressões e formulações interessantes que enriquecerão a linguagem do trabalho e o tornarão mais interessante para o leitor. Ideias preliminares para a conclusão de pensamentos ou uma expressão clara da posição podem ser úteis já na fase de planeamento. Observações brilhantes e reflexões interessantes conferem ao trabalho um caráter original, que pode ser apreciado pelo examinador.

  •  Por exemplo, se nosso tema diz respeito à importância da literatura na vida do indivíduo, podemos introduzir uma reflexão sobre a atemporalidade dos arquétipos literários: “A literatura não só reflete a realidade, mas também cria padrões universais que ajudam os leitores a entender a si mesmos e o mundo ao seu redor”.


Um esboço bem pensado não só facilita a escrita, mas também permite detectar mais rapidamente possíveis falhas na argumentação. Graças a ele, podemos verificar se nossos argumentos levam a conclusões consistentes com a tese e se estamos utilizando exemplos literários e contextos adequados. Elaborar tal esboço de trabalho é um investimento em eficácia e coesão do texto final.


c. Desenvolvimento


O desenvolvimento é a parte mais importante do ensaio, onde ocorre a discussão detalhada da questão proposta no tema. É aqui que o autor tem a oportunidade de apresentar sua argumentação, apoiada por exemplos literários e referências a contextos. Para que o desenvolvimento seja eficaz, cada argumento deve abordar um aspecto diferente do problema, permitindo a construção de uma análise sólida e multifacetada.


Formular argumentos é um passo fundamental no desenvolvimento. Cada argumento deve ser claramente delineado e abordar um aspecto da tese ou hipótese apresentada. É importante que os argumentos estejam logicamente relacionados e componham um fluxo de pensamento que conduza à defesa da posição principal. Cada argumento deve ser apoiado por exemplos literários que confirmem as premissas assumidas. Idealmente, cada argumento deve abordar um aspecto diferente do problema – um pode tratar, por exemplo, das motivações psicológicas do personagem, outro das escolhas morais, e outro do contexto socio-histórico mais amplo. Essa análise multifacetada permite uma compreensão mais profunda do problema e mostra que o autor consegue ver a questão de diferentes perspectivas.


Um elemento indispensável do desenvolvimento é a referência à literatura. No ensaio dos Exames Nacionais, de acordo com as regras, é necessário referir-se a pelo menos duas leituras – uma da lista obrigatória e outra obra literária à escolha. As referências devem ser precisas e ponderadas, e os exemplos literários devem apoiar diretamente os argumentos. Por exemplo, se o tema diz respeito às escolhas morais dos personagens literários, vale a pena referir-se à personagem Carlos da Maia de “Os Maias” de Eça de Queirós, que enfrenta dilemas éticos resultantes de seus desejos e da realidade social. Como segunda leitura, pode-se mencionar “Memorial do Convento” de José Saramago, onde as lutas morais do protagonista são um motivo central.


Cada argumento literário deve ser adicionalmente apoiado por contextos apropriados – podem ser contextos históricos, biográficos, filosóficos ou culturais. Por exemplo, ao analisar a personagem Carlos da Maia, pode-se referir ao contexto histórico do realismo, que promoveu uma análise crítica da sociedade. Já ao analisar um personagem de Saramago, vale a pena introduzir o contexto filosófico, como ideias de culpa e redenção, que são fundamentais para entender seus dilemas internos. Esses contextos enriquecem a análise e demonstram uma compreensão mais profunda das obras discutidas.


Para que o desenvolvimento seja claro e logicamente estruturado, é útil usar expressões úteis que facilitem ao leitor seguir o raciocínio do autor. Eis exemplos de tais expressões:


  •  “Em primeiro lugar…” – introduz o primeiro argumento, que abre a discussão sobre o tema.

  •  “É importante notar que…” – esta expressão destaca a importância do argumento e chama a atenção para questões relevantes.

  •  “Um exemplo disso é…” – introduz exemplos específicos da literatura que apóiam a argumentação.

  •  “Também é importante considerar…” – permite a introdução de contexto adicional ou um segundo aspecto do problema.

  •  “Além disso…” – sinaliza que o autor continua a argumentação, desenvolvendo o pensamento anterior.

  •  “Com base nisso, pode-se concluir que…” – leva à conclusão do argumento e sua relação com a tese.


Essas expressões ajudam a dar ao trabalho uma estrutura lógica e fluída. Cada argumento deve terminar com um breve resumo, que mostra claramente como as conclusões derivadas desse argumento apóiam a tese principal do ensaio.


É também importante que a argumentação seja multifacetada, o que significa que cada questão deve ser analisada de diferentes perspectivas. Por exemplo, se discutimos o problema das escolhas morais de um personagem literário, vale a pena analisá-lo não apenas da perspectiva pessoal (quais decisões o personagem toma), mas também social (quais são as consequências de suas escolhas para os outros), e também filosófica (quais ideias éticas podem ser associadas às suas ações).


O desenvolvimento é a parte mais longa e exigente do ensaio, que determina o seu valor substancial. Para que seja eficaz, cada argumento deve ser formulado com precisão, bem apoiado por exemplos literários e situado em contextos adequados. Um desenvolvimento lógico e coeso é a base de qualquer bom ensaio e tem um impacto significativo na avaliação do trabalho nos Exames Nacionais.


d. Conclusão


A conclusão do ensaio é uma parte extremamente importante, pois oferece ao leitor a oportunidade de se familiarizar com as conclusões finais decorrentes de todo o trabalho. Este é o momento em que o autor deve resumir de forma concisa e clara os argumentos

O que é um ensaio argumentativo?

Definição do ensaio argumentativo como forma de expressão

O ensaio argumentativo é uma das formas básicas de expressão escrita que os estudantes devem dominar antes dos Exames Nacionais de Língua Portuguesa. Sua essência está em considerar argumentativamente uma questão específica e persuadir o leitor a adotar uma posição concreta sobre o assunto em questão. No ensaio, o autor apresenta suas opiniões ou responde a uma pergunta posta e as justifica com argumentos. Portanto, é uma forma de expressão que exige do aluno não apenas a habilidade de formular pensamentos lógicos, mas também de baseá-los em fatos e exemplos literários. No contexto dos Exames Nacionais, trata-se de uma expressão organizada cujo objetivo é apresentar uma resposta refletida e fundamentada sobre o tema proposto.


O elemento chave de qualquer ensaio argumentativo são os argumentos, que sustentam toda a estrutura do texto. Para serem eficazes e convincentes, devem ser apoiados não apenas pelas reflexões do autor, mas também por exemplos concretos da literatura, história ou outras áreas. Os argumentos devem estar logicamente conectados, e cada um deles deve levar o leitor a tirar conclusões que apoiem a tese do autor. Nos exames, é obrigatório referir-se a pelo menos dois textos literários - um deles deve ser uma leitura obrigatória e o outro pode ser qualquer obra literária escolhida pelo aluno. Outro requisito importante é a consideração de contextos como histórico, biográfico ou cultural, que permitem uma visão mais ampla sobre o tema abordado e acrescentam profundidade à argumentação.


Embora no uso cotidiano "ensaio argumentativo" seja um termo popular, na terminologia oficial dos exames é conhecido como texto argumentativo. O uso deste termo é mais preciso, pois destaca o principal objetivo deste tipo de expressão, que é apresentar argumentos lógicos para apoiar uma tese ou hipótese específica. Isso lembra aos alunos que o ensaio não é apenas uma reflexão livre sobre um tema, mas um trabalho formal que deve atender a critérios específicos de composição, estilo e conteúdo.


Nos Exames Nacionais de 2024, assim como nos anos anteriores, o ensaio argumentativo será um elemento chave do exame escrito de Língua Portuguesa. Espera-se que os alunos formulem com precisão uma tese ou hipótese na introdução, defendam-na com argumentos e exemplos adequados no desenvolvimento, e concluam o trabalho no encerramento. Toda a estrutura do texto deve ser clara e coerente, e cada argumento apresentado deve levar claramente a conclusões que apoiem a posição do autor.

Informações Importantes

Perguntas sobre o ensaio argumentativo nos Exames Nacionais

Pode-se começar um ensaio argumentativo com uma pergunta?

Sim, é possível iniciar um ensaio argumentativo com uma pergunta. Esta é uma maneira de introduzir o tema, especialmente se o tema sugerir um problema a ser considerado. Começar com uma pergunta também permite formular uma hipótese que será analisada e desenvolvida ao longo do texto. Por exemplo, se o tema for sobre o impacto da literatura na moralidade, pode-se começar com a pergunta: 'A literatura realmente molda nossas posturas morais?'.

Quantos argumentos devem estar presentes na redação dos Exames Nacionais?

Embora não haja um número formal de argumentos que deva constar na redação, considera-se que três argumentos são ideais para desenvolver adequadamente o tema e provar a tese apresentada. É importante, no entanto, que cada argumento seja bem pensado, apoiado por exemplos literários e aborde um aspecto diferente do problema.

Quais obras literárias podem ser utilizadas na redação dos Exames Nacionais?

Nos Exames Nacionais, é necessário referir-se a pelo menos uma obra obrigatória da lista fornecida no caderno de exame. Além disso, podem ser mencionadas outras obras literárias que se encaixem no tema e apoiem seus argumentos. Vale a pena escolher aquelas obras que melhor ilustram as questões discutidas e permitem a aplicação de contextos adequados, como históricos ou biográficos.

Qual deve ser o comprimento da conclusão em um ensaio argumentativo?

A conclusão em um ensaio argumentativo deve ser breve e concisa. Seu tamanho depende do volume total do texto, mas geralmente constitui cerca de 10-15% do total. É importante que a conclusão contenha um resumo dos argumentos e uma conclusão clara derivada das análises anteriores. Pode-se também adicionar uma breve reflexão sobre as consequências mais amplas do problema abordado.

Novas regras para o ensaio argumentativo nos Exames Nacionais

O que mudou na fórmula de 2023

A introdução da Fórmula 2023 nos Exames Nacionais de língua portuguesa trouxe algumas mudanças significativas, especialmente em relação à escrita de ensaios argumentativos. Essas regras, que visam uma avaliação mais abrangente das habilidades argumentativas dos alunos, diferem bastante das que estavam em vigor nos anos anteriores. É importante que os alunos estejam cientes dessas mudanças e saibam como se preparar adequadamente para os exames.


Uma das mudanças mais importantes na Fórmula 2023 é o aumento do número mínimo de palavras que uma redação deve conter. A partir de 2023, o aluno deve escrever um ensaio com no mínimo 300 palavras, e nos anos seguintes esse limite aumentará para 400 palavras. O aumento da extensão mínima do ensaio deve-se à necessidade de um desenvolvimento mais profundo dos argumentos e uma análise mais detalhada do tema. Esta medida busca melhorar a qualidade das redações dos alunos, exigindo um conteúdo mais rico e uma discussão mais detalhada do tema. Esse limite de palavras obriga os alunos a estruturarem melhor o trabalho, para que os argumentos apresentados sejam não apenas concisos, mas também multifacetados e bem fundamentados com exemplos.


A segunda mudança significativa trazida pela Fórmula 2023 é a liberdade na escolha da obra literária obrigatória. Nos anos anteriores, os alunos tinham que basear seus ensaios em uma obra imposta da lista obrigatória, o que limitava sua flexibilidade e criatividade. As novas regras permitem que os estudantes escolham por conta própria uma obra literária entre todas as obrigatórias que estão na lista do exame. Isso possibilita que o aluno adapte melhor a literatura ao tema do ensaio e às suas preferências. Isso também aumenta o potencial do aluno de utilizar a literatura escolhida de forma mais detalhada e criativa na argumentação.


No entanto, apenas conhecer as obras não é suficiente. Na Fórmula 2023, é extremamente importante o requisito de fazer referência a pelo menos dois contextos. Esses contextos podem ter diferentes naturezas, como histórica, cultural, biográfica ou filosófica. A introdução desse requisito força os alunos a terem uma visão mais ampla do tema e a aplicarem diversas perspectivas na análise do problema. Por exemplo, ao considerar o destino de um personagem literário, o aluno pode referir-se tanto à situação histórica em que o personagem estava inserido, quanto à biografia do autor ou outros aspectos culturais que influenciaram o conteúdo da obra. Esse tipo de análise contextual ampla enriquece a argumentação e demonstra a capacidade do aluno de compreender a literatura de forma mais abrangente e suas múltiplas conexões.


A última mudança crucial introduzida pela Fórmula 2023 é a maior flexibilidade na abordagem do tema do ensaio. Embora anteriormente os alunos tivessem que seguir estritamente um esquema determinado de redação, agora as exigências são mais flexíveis. Os estudantes têm mais liberdade na estrutura do trabalho, o que lhes permite desenvolver suas ideias de forma mais natural e lógica. Obviamente, a composição do ensaio ainda deve ser coerente e lógica – introdução, desenvolvimento e conclusão continuam a ser elementos-chave do texto, mas dentro dessas partes os alunos podem moldar seus argumentos e desenvolver pensamentos de maneira mais livre. Isso lhes permite demonstrar maior criatividade e capacidade de pensamento independente.


Em resumo, as novas regras introduzidas na Fórmula 2023 colocam maiores exigências sobre os estudantes, mas também lhes oferecem mais liberdade criativa e oportunidades de desenvolver a argumentação. Os alunos devem se preparar bem para o exame, não apenas conhecendo as obras literárias, mas também entendendo os contextos nos quais essas obras foram criadas. Essas mudanças visam o desenvolvimento de habilidades de pensamento crítico, argumentação e uma análise mais abrangente da literatura – tudo isso refletido no ensaio, que é um dos elementos mais importantes dos Exames Nacionais de língua portuguesa.

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